quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Estreia de Bossio...


Bayern Monchique, 3
Maritangus, 3

A crónica que faltava


Bem com quase um mês de atraso, a crónica de mais um empate no Torneio do Júlio, desta feita, diante do Maritangus, equipa que, ao longo dos anos, tem cultivado connosco uma relação de respeito e admiração, serve apenas para os registos não se perderem no tempo e o nosso presidente, António, apontar todos os dados para a estatísticas.
Nesse longínquo encontro de 24 de Outubro, o Bayern repetiu os erros que teimou em cometer nesta última edição do Torneio Júlio Gargantola. O início até foi promissor, com golo de Cadu, em remate cruzado, mas, depois, o adversário deu a volta, em situações de contra-ataque (acho).
Ah! O grande destaque neste jogo ia mesmo para a estreia de Paulo Bossio, que, aos 41 anos, aceitou abraçar mais um desafio na sua brilhante carreira, calçando as luvas bávaras. Esteve em plano de destaque, com boas intervenções quando os adversários lhe surgiam isolados pela frente.
Já na segunda parte, o Bayern empatou na jogada de saída, com Cadu e Arnaldo a pressionaram o último portador da bola, tendo o primeiro rematado com êxito. Com 2-2 e uma segunda parte inteira para se jogar, o Bayern manteve aquele jogo de rua, de atacar, atacar e pouco se preocupar em defender. Por isso, levou o 2-3 e só um remate feliz de Mingues evitou o pior, com a bola a entrar entre o poste e o guarda-redes improvisado do adversário, o capitão Rui.
O Bayern alinhou com: Bossio; Pascoal, Mingues, Cadu e Arnaldo. Jogaram ainda Brito e... Canhão (?).

Notas
Bossio e Cadu – 7. Cadu MVP.
Outros - 6

P.S: Presumo que tenham reparado na foto. Foi uma forma de homenagear o nosso mais recente e promissor reforço: Paulo Manuel Tavares Costa - BOSSIO! Esta é para ti! Desculpa António, mas o artigo também já vem com tanto atraso que algo tinha de ser feito para salvar o texto :)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FALHANÇO!


Acabou há duas semanas o Torneio Homenagem a Tozé Ribeiro e o Bayern nem sequer jogou, já que o seu adversário, os Laranjinhas, não apareceu. A vitória (por 3-0) acaba por confirmar um pobre quarto lugar, mas para os adeptos que se deslocaram ao pavilhão ficou ainda mais esse amargo de não ter visto a equipa a jogar. Para o Wilson (na foto) foi menos mau porque deu para dar uns chutos na bola já que as balizas estavam livres...
Brito não convenceu!
Brito parece dizer que 4º ou 5º tanto faz
A campanha do Bayern não convenceu e o seu técnico Mário Brito também não, quedando-se pela quarta posição, a mais baixa de sempre nesta competição.
Mais baixa inclusive do que as conseguidas pelas equipas de Nuno Silva em 2008 e de Vítor Coutinho aquando da primeira participação bávara em 2006, em que ambos apenas conseguiram também o quarto lugar, mas com a diferença de se tratarem de ligas com 10 equipas, sendo que desta vez eram apenas 9.

Ao que o blog do BM apurou, a porta de saída será mesmo o caminho mais certo para alguém a quem apenas se pedia um lugar no pódio.
Ainda não existe uma comunicação oficial, talvez por a equipa e a direcção estarem concentradas nesta fase inicial da Liga Superfutsal, mas os mais atentos não deixarão de estranhar que o (ex-técnico?) Mário Brito, também ele atleta da equipa, tenha sido afastado das ultimas convocatórias para a LSF… o que no mínimo será uma coincidência muito grande.

Em declarações ao blog do clube, quiçá prevendo já o seu futuro, o jovem técnico que até faltou ao último jogo (que acabaria por não se disputar por falta de comparência do adversário) explicou as razões do insucesso:
“Se for despedido por justa causa vou aceitar… mas não me podiam pedir para fazer omeletas sem ovos! Tive muito limitado em termos de opções… especialmente na baliza e na frente…”

Sem ponta por lhe pegar portanto, opinião facilmente corroborada por dois ou três factos indesmentíveis:
- Em 7 jogos foram utilizados 6(!!!) guarda redes diferentes. Rui Sá, Portero, Domingues, Tony, Pascoal e Bossio. Destes apenas um, Tony, que nunca foi guarda-redes na vida, fez mais que um jogo na baliza.
- Ainda assim os guarda-redes foram quase sempre dos melhores em campo.
- O melhor marcador da equipa foi Cadu com a marca mais baixa de sempre para um goleador neste torneio (apenas 6 golos).


Ouro para Cadu!
Mesmo dentro de campo, pode-se dizer que a participação de Brito esteve abaixo das expectativas. Ele que vinha de duas boas campanhas, arrecadando os galardões de “Bávaro de Prata” no anterior torneio do Júlio e no torneio da Académica, mas desta vez não chegou lá…

Cadu é o Bávaro de Ouro desta edição do torneio, beneficiando de 14 pontos em 18 possíveis, sendo que “leva” este galardão pela primeira vez. Ele que já havia sido “Prata” por duas vezes e “Bronze” por três, vê finalmente reconhecida toda a sua qualidade. Todos os colegas o mencionaram nos seus votos.

A Prata fica com Arnaldo, um dos consagrados destes troféus (4 Ouro, 1 Prata e 1 Bronze). É a segunda prata para Arnaldo que já via o troféu fugir desde 2006.

Por fim o Bronze, para Domingues, também ele um habitué nestas nomeações, que teve a mesma pontuação de Arnaldo (10 pontos), mas com pior média por jogo do que este (6 contra 6,14). É já o 9º troféu para Domingues (3 Ouro, 4 Prata e 2 Bronze), o que faz dele o bávaro mais “consagrado” de todos. Norberto por exemplo “só” tem 7 destes prémios, se bem que neste caso sejam todos de ouro. :)

Os outros atletas votados foram Brito (6 pontos) e Tony (3).

Pascoal não deverá ficar muito satisfeito com esta votação, ele que ainda sonha com a perda de um torneio naquele jogo contra os policias, em que o Cadu não apareceu...

O futuro tem... 41 anos (!?!?)

A direcção bávara já decidiu que não entrará na próxima edição. O clube não foi tratado com a deferência que merecia e como tal decidiu-se que seria a altura ideal para fazer uma pausa, ao fim de 10 participações consecutivas. Vamos com certeza ter saudades do torneio do Júlio e dos bons momentos que aqui passamos mas seguramente será o próprio Júlio a sentir mais a nossa falta.
Ultimamente eram cada vez menos os momentos bons e mais as faltas de comparência que nos penalizaram (monetariamente e não só…), para não se falar noutros aspectos…

Mas nem tudo foi mau neste torneio. A baliza bávara sofreu neste torneio grandes convulsões mas por fim lá apareceu um guardião que poderá estar intimamente ligado ao futuro bávaro. Paulo, de 41 anos, mais conhecido como “Bossio” é forte hipótese a médio prazo para rivalizar com Rui Sá na baliza do Bayern. O futuro o dirá…

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um bolo e dois “brindes”!

No 5º aniversário os bávaros só apagaram 3 “velas”

A noite era de festa mas antes disso havia um jogo para ganhar. Contra uma equipa muito raçuda e combativa os bávaros cumpriram com a sua obrigação, vencendo de forma justa apesar de na primeira parte terem mostrado pouco...
Liga SuperFutsal 2009/10 (4ª jornada)
4 de Novembro de 2009, 22,30 horas

Bayern Monchique, 3
TRFL United, 0

Jogo no Pavilhão da Académica de S. Mamede
Bayern M. – Rui Sá; Tony, Nuno [cap.] e Domingues; Arnaldo (1).
Jogaram ainda: Norberto, Pedro (2) e Canhão.
TR: Tozé Ribeiro

Ao intervalo: 1-0


Arnaldo volta à equipa titular 15 jogos depois

Para a equipa inicial Tozé quis premiar os atletas mais antigos. Assim, Nuno, Tony, Arnaldo e Domingues foram os jogadores de campo escolhidos para iniciar a partida. No total eram já 534 jogos a defender o emblema do tigre nas pernas destes quatro homens. A estes juntou-se Rui Sá na baliza perfazendo um cinco inicial muito experiente e com uma média de idades a rondar os 32 anos.
Neste “grupo”, o atleta mais “jovem” e porventura o mais surpreso com a titularidade era Arnaldo que há muito se via afastado das opções do técnico para o cinco inicial. Habituado nos primeiros anos de Bayern a ser a figura central da equipa, o artilheiro bávaro vinha nos últimos tempos a conviver com uma situação de “afastamento” associado a uma aparente falta de confiança nas suas capacidades por parte de quem orienta a equipa.
Desde que Tozé voltou a pegar na equipa em Novembro do ano transacto que Arnaldo não mais foi titular. É certo que os compromissos profissionais de Arnaldo o impediram quase sempre de ajudar a equipa na Liga Futbaliense, mas mesmo quando estava apto, nunca foi opção para jogar de início.
A contrastar com esta situação já Mário Brito pareceu sempre depositar grande confiança no jogador, dando-lhe a titularidade em 3 dos 6 jogos em que orientou a equipa. Arnaldo lá foi respondendo com golos (5), a equipa nunca perdeu nesse período quando ele foi titular e é neste momento um dos grandes candidatos a ser um dos “Bávaros de Honra” desse torneio.
Na realidade foram 14 jogos em que Arnaldo viu sucessivos pontapés de saída sentado no banco e em 4 jogos seguidos nem sequer foi opção para jogar, levando o público, que sempre acreditou nele, a questionar se jogador e técnico andariam de costas voltadas.


Troca de “galhardetes”

Antes mesmo do jogo começar assistiu-se a um momento muito bonito, com os capitães de equipa a fazerem uma troca de cachecóis dos respectivos clubes. Um gesto bonito, cheio de fair Play que havia de perdurar pelo jogo.
A equipa do Tarrafal, 6ª classificada da época passada é uma equipa dura e muito combativa, que não deixa jogar, mas que só se preocupa em jogar a bolae assume o jogo pelo jogo.
Inicialmente houve uma fase de estudo, com muito respeito de parte a parte. O Bayern trocava a bola mas não conseguia chegar com perigo à área contrária, o mesmo acontecendo com o adversário que só de longe incomodava Rui Sá. Acabaram por ser os irmãos Sousa a conseguirem fazer andar o marcador numa jogada própria de quem se conhece bem, já a primeira parte ía bem avançada.

Na segunda parte as oportunidades de golo forma em maior quantidade e qualidade. Os bávaros passaram a chegar com mais facilidade à área contrária, coisa que não aconteceu muito na primeira parte e chegaram a falhar golos quase de baliza aberta, por Norberto e Canhão.
Apesar de ter o jogo sempre aparentemente controlado, a verdade é que a vantagem era só de um golo e só quando o segundo e terceiro golos entraram é que os bávaros puderam respirar com mais tranquilidade.
Esses golos, apesar de merecidos, foram quase que “brindes” da defensiva contrária. Em dia de aniversário é claro que os bávaros não os podiam recusar e Pedro e Arnaldo lá se encarregaram de marcar esses golos.

Foi uma vitória justa com uma arbitragem regular, contra uma equipa que apenas peca no ataque, faltando-lhe aquele bocadinho extra que desequilibra e muitas vezes diferencia uma boa equipa de uma grande equipa. Mas é sem duvida uma equipa que irá subtrair pontos aqueles “candidatos” menos “atentos”.

Monte Aventino é já líder destacado!

Nesta quarta jornada o jogo grande punha em confronto o “Monte Aventino” e os campeões “Vai Avante”, tendo os da casa conseguido uma vitória que surpreende pela expressividade dos números.

Resultados:
Real Portvscale 1-3 Os Parceiros
Sol Nascente 5-0 Juventude
S. Vicente 5-2 Black & White
Matosinhos 4-4 União
Monte Aventino 6-0 Vai Avante


O filme dos golos

1-0 13’ Canto do lado esquerdo. Pedro recebe e toca para Norberto no centro da área, correndo de imediato para lá. Norberto segura a bola e deixa de calcanhar para o irmão que remata sem hipóteses.

2-0 27’ Norberto faz um centro/remate desde o meio campo, em zon frontal. No centro da área um desvio subtil de Pedro, com a anca, engana o guardião.
3-0 29’ Insistência do ataque bávaro. Norberto consegue fazer com que a bola sobre para a frente e Arnaldo à segunda tentativa, de pé esquerdo é lesto a empurrar para a baliza, ainda com o guardião a tocar, mas sem conseguir impedir o golo.


A Estrela
Norberto Sousa – nota 8

Pedro marcou dois golos e foi eleito pela equipa de arbitragem como o MVP, e poucos terão notado que está ainda a recuperar de uma entorse, mas foi Norberto quem esteve na génese dos 3 golos marcados e quem mais se destacou na construção do jogo bávaro.

Os outros bávaros
Canhão – 5
Nuno, Tony, Domingues e Arnaldo – 6
Rui Sá e Pedro – 7




Para terminar a noite em beleza, como não podia deixar de ser os bávaros comeram o bolo, tendo como convidados numa passagem breve pela mesa alguns colegas do TRFL United que fizeram questão de dar os parabéns e desejar pelo menos mais cinco anos de vida.
Todos os atletas se "portaram" bem, à excepção do Capitán Nuno que estava a repartir o bolo e só à sua conta fez desaparecer 5 fatias do delicioso bolo...



domingo, 1 de novembro de 2009

Do Céu ao Inferno num abrir e fechar de… poste!


Do oito ao oitenta e do 88 para o 8…


Na reedição do jogo da semana anterior, agora para a taça, o Bayern foi desta feita muito superior ao adversário, mas voltou a claudicar nos minutos finais. Malditas segundas partes…



Taça SuperFutsal 2009/10 (1ª jornada- Grupo B)
26 de Outubro de 2009, 23,00 horas

Real Portvscale, 3
Bayern Monchique, 3

Jogo no Pavilhão de Brás Oleiros em Águas Santas
Bayern M. – Rui Sá; Norberto, Nuno [cap.] e Domingues (2); Canhão.
Jogaram ainda: Arnaldo (1), Pascoal, Serginho e Tony.
TR: Tozé Ribeiro

Ao intervalo: 0-3
Marcha do marcador: 0-3; 3-3.


Muitas alterações na equipa bávara para esta partida. Saíram Cadu, Pedro e Brito e entraram Canhão e Serginho, mais Nuno e Tony que apenas fizeram figura de corpo presente no jogo da liga. Não se esperavam portanto grandes oscilações na qualidade da equipa. Esperava-se sim outra atitude no encarar do jogo.

Desta vez o Bayern foi mesmo uma equipa e voltou a entrar com tudo. Aos 2 minutos já o Bayern estava em vantagem, tendo ampliado aos 8 minutos. Dois golos do nº 8 a passe do 88.
Aos 15 minutos Arnaldo fazia o terceiro. O Real era uma equipa igual a si própria, muito combativa mas a verdade é que não conseguia chegar à baliza contrária com perigo. Por outro lado beneficiava de um critério demasiado lato no que toca a marcação de faltas por parte da equipa de arbitragem.

Depois veio a segunda parte…
De inicio tudo tranquilo. Depois veio um período de alguma excessiva dureza que já germinava na primeira parte e ganhava aqui contornos mais fortes. Curiosamente o único amarelo mostrado foi a um jogador do Bayern, Arnaldo, por estorvar na reposição de bola de um contrário. Diga-se de passagem que esse amarelo foi justíssimo, mas nunca poderia ser o único na partida, podendo inclusive deixar uma ideia errada do que se passou em campo.

As jogadas mais perigosas continuavam a ser dos bávaros. Serginho isolado falhou o 4º golo, completamente sozinho perante Higuita, atirando ligeiramente ao lado do poste. Pouco depois foi Norberto quem podia ter sentenciado a partida, mas atirou com estrondo à ligação entre o poste e a trave.
Quem não mata morre! À semelhança da semana anterior o Bayern capaz de um “nível 80” durante todo o jogo, haveria de ir novamente a um mero “8”.
O balde de água fria veio por volta dos 14 minutos da segunda parte. Um golo que não se justificava apesar da pressão natural dos contrários. Rui Sá que ao intervalo se queixava de uma estranha sensação de fadiga muscular não fica isento de culpas pois a bola passa entre si e o poste. E assim renascia a esperança nas hostes contrárias.
Com 6 minutos ainda para jogar o Real Portvscale carregou. Higuita juntou-se aos companheiros na frente para criar superioridade numérica e o tiro quase saía pela culatra com Canhão a aplicar um belo chapéu, mas que no final da trajectória desviou-se da baliza. Mais uma vez os bávaros “morreram” aos pés do próprio Higuita que acabou por acertar com sucesso na baliza, após remate de longe.
Emoções ao rubro e muita pressão em campo. O apito final nunca mais vinha e o “pior” aconteceu. Novamente com a colaboração de Rui Sá, que até havia sido o melhor em campo na semana anterior, o Real alcançou o empate que deixa tudo em aberto nesta fase de grupos. O Bayern que ao contrário do jogo para a liga desta vez merecia mesmo vencer, perdeu assim a hipótese de meter já uma perna na segunda fase de grupos, mas tudo continua em aberto.

Na próxima jornada da Taça (18 Novembro) o Bayern recebe o Juventude FC em casa e na última jornada (9 Dezembro) será o Juventude a receber o Real.


O filme dos golos

0-1 2m Nuno recupera a bola e entrega-a a Norberto. Excelente o passe deste para desmarcação de Domingues na ponta direita, que dispara sem preparação de trivela. Golo da jornada?
0-2 8m Quase a papel químico do primeiro golo mas desta vez é um “passe e corte” de Domingues que corre rapidamente para o ataque. O passe de Norberto é excelente, feito pelo ar e Domingues sem tempo para controlar a bola, opta antes por lhe dar um toque subtil a desviar do guardião.
0-3 15m Livre à entrada da área a castigar um atraso ilegal para o guardião. Na marcação Norberto encontra Arnaldo, que encosta no poste mais distante.

1-3 34m Jogada confusa com a bola a sobrar num ressalto para Deco dentro da área, do lado esquerdo quase junto à linha de fundo. O remate de pronto ainda bate em Sá mas escapa-se entre este e o poste.
2-3 38m A jogar de 5 para 4 é o guardião Higuita que opta pelo remate certeiro de bico. Há um colega que abre as pernas e que ajuda a enganar Rui Sá.
3-3 40m Coutinho apanha-se com algum espaço para chutar e apesar de estar junto à linha não desdenha a oportunidade. Rui Sá estica o braço mas abaixa-se perdendo capacidade de defesa e contribuindo decisivamente para o golo.



A Estrela
Pedro Domingues – nota 8

Matador no ataque e uma rocha na defesa. Se alguém não merecia outro resultado que não a vitória esse homem era ele. Servido de forma superior por Norberto pôs a sua equipa em vantagem com dois belos golos. Na segunda parte, período de maior contenção, sobressaiu o “guerreiro” na defesa com cortes importantes e muita raça.


Os outros bávaros

Rui Sá e Tony – 5
Nuno, Canhão, Arnaldo e Pascoal – 6
Norberto e Serginho – 7

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lição de humildade!


Equipa “Real” superiorizou-se às individualidades bávaras!


Num jogo em que se decidia o continuar ou não no comboio da frente venceu a equipa que aparentemente dispunha neste jogo de menos “recursos” mas que nunca virou a cara à luta e que jogou… como equipa.



Liga SuperFutsal 2009/10 (3ª jornada)
22 de Outubro de 2009, 22,30 horas

Bayern Monchique, 2
Real Portvscale, 4


Jogo no Pavilhão da Académica de S. Mamede
Bayern M. – Rui Sá; Cadu, Brito, Pedro (2) e Domingues [cap.].
Jogaram ainda: Arnaldo, Pascoal e Norberto.
Suplentes não utilizados: Nuno e Tony
TR: Tozé Ribeiro

Ao intervalo: 2-0
Marcha do marcador: 2-0; 2-4.



A terceira jornada da Liga Superfutsal trazia um dos jogos mais apetecíveis de toda a competição. O derby entre Bayern e Real era o jogo da jornada, pondo frente a frente os dois primeiros classificados da liga. Um embate com muita história para trás e que devido às baixas de vulto nos homens da Portvscale deixava sugerir mais uma vitória para os bávaros.
Domingues completou aqui o centésimo (!) jogo como titular (não que isso seja muito importante em futsal… mas fica o registo) e aparecia em jeito de “prémio” com a braçadeira de capitão. Nuno e Tony estavam no banco mas jáse sabia que não seriam utilizados.
Brito a fixo (Norberto estava atrasado) e Cadu na outra ala deveriam servir Pedro na ponta do ataque, posição que o goleador nunca ocupou.
Pedro que regressou à equipa após ausência prolongada por lesão, mas ainda debilitado com uma entorse no tornozelo. Ainda assim fez logo a diferença nos primeiros minutos de jogo. Em dois fogachos do jovem matosinhense o Bayern viu-se a vencer por 2-0. Poderia ter sido o ponto de partida para uma goleada, mas não foi. A verdade é que o Bayern até teve muitas dificuldades em chegar à baliza contrária, algo que não acontecia do outro lado onde Rui Sá tinha muito trabalho para suster os ataques do Real.
Tanto assim que os suplentes tiveram grandes dificuldades em entrar no jogo. A bola não chegava ao pivot, ressentindo-se Arnaldo disso e atrás Pascoal, que entrara (muito mal) a meio da primeira parte, acabava por “estorvar” a Pedro e Brito.
Ao intervalo e apesar de estar a vencer por 2-0 era já notório que o Bayern estava a fazer a exibição mais fraca desde o início da liga…
Tozé mexera mal na equipa não dando descanso a Pedro que ainda não está no nível físico que conhecemos e disso viria a sofrer na segunda parte.


Norberto que chegou com o jogo em andamento lá pôde entrar finalmente na segunda parte mas o jogo bávaro continuou fraco, demasiado apostado nos desequilíbrios individuais que não sortiam efeito. Logo na jogada de saída a bola chegou a Pedro na direita que fintou o defesa e o guardião mas atirou ao lado quando a baliza estava aberta. Foi o mote para a segunda parte.
Do outro lado estava uma equipa personalizada. Fisicamente mais disponível e sempre acreditando num resultado melhor.
A exibição de Rui Sá dava a ilusão de se ter o resultado controlado mas bastaria um golo para a “ilusão” cair.
Com alguma sorte à mistura o Real conseguiu reduzir e depois empatar. Voltava o fantasma de outros jogos. Depois de estar a ganhar o jogo “todo” o Bayern voltava a ter que trabalhar muito para marcar um golo, agora sob a pressão de um eventual fracasso.
Assistiu-se então a um período de domínio repartido. Durante mais de cinco minutos ambas as equipas tiveram oportunidades de marcar mas acabaria por ser o Real a chegar ao terceiro golo, fruto de um erro tremendo da defensiva bávara (Brito?) que ao atacar a bola na defensiva contrária permitiu que o Real aparecesse no ataque com 3 homens contra apenas Norberto. Depois de ultrapassado o ultimo defesa com um passe para o lado contrário foi Selas a fazer o mais fácil.
Com 3 minutos para se jogar, Tozé apostava no milagre e colocava Domingues na baliza, para jogar em 5 para 4. O tiro saiu pela culatra com Marcelo a aproveitar a baliza deserta e a fazer um grande chapéu a um minuto do fim.
Estava consumada a surpresa e pouco mais haveria a fazer. O Bayern ainda tentou mas Higuita e o poste revelaram-se fundamentais para garantir a vantagem.
A vitória do Real acaba por ser justa. Foi mais equipa que os bávaros e nunca baixaram os braços.
A vitória na liga acrescenta também mais pimenta ao próximo derby entre as duas equipas, já hoje para a Taça. Embora o resultado não seja decisivo para determinar quem passa à fase seguinte, a verdade é que nenhuma das equipas lutará por outra coisa que não a vitória. Espera-se que o Bayern tenha tirado daqui uma ou duas lições e que enfrente o jogo com um espírito de maior raça e menos sobranceria.




O filme dos golos

1-0 3’ Passe de Brito em volley. Pedro deixa a bola bater e apanha-a a jeito à entrada da área, disparando forte.
2-0 7’ Lançamento inofensivo de Domingues no meio campo. Pedro recebe e faz o compasso de espera, junto à linha com o adversário nas costas. Simula que parte para o meio e escapa-se pela linha. Avança cinco metros sozinho e decide-se pelo remate vitorioso quando a defesa se tentava reagrupar.

2-1 26’ Passe para a esquerda onde aparece Tiago Gonçalves a controlar a bola e a rematar com a bola a passar por entre as pernas de Sá..
2-2 31’ Jogada confusa com Tiago Cardoso a passar em sucessivos ressaltos por Pascoal e um companheiro até rematar e ver a bola passar por baixo de Sá.
2-3 37’ Contra ataque rápido com um “3 para 1” rapidamente a transformar-se em “3 para 0”. Selas completa a jogada perante um desamparado Rui Sá.
2-4 39’ Defesa de Higuita e jogada muito rápida a seguir. Com muita gente na metade do campo a estorvar e Domingues a correr para a baliza, Marcelo “tira um coelho da cartola” e faz um chapéu “sem espinhas”.



A Estrela
Rui Sá – nota 8

Sofrer 4 golos, perder o jogo e ainda assim ter o guardião como MVP diz muito do jogo e da equipa. No final da primeira parte estaria muito perto da nota 10, tal foi a quantidade de solicitações e a qualidade com que sempre respondeu. No fim do jogo e após 3 golos onde não teve grandes hipóteses e até teve algum azar, ficou com o amargo de ter feito uma grande exibição mas… insuficiente para garantir pontos.


Os outros bávaros

Brito, Arnaldo e Pascoal – 5
Cadu, Domingues e Norberto – 6
Pedro – 7