sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Campeões dentro e fora do campo


Bávaros abraçam o "reveillon" com um sorriso nos lábios...

O ultimo dia do ano está a chegar e o blog do BM faz um balanço ao que ficou para trás nestes 365 dias do ano. Os troféus e demais motivos para regozijo são muitos.
Os bávaros participaram este ano em 6 torneios tendo amealhado 2 troféus de campeão, um 2º e um 3º lugar.

Mais importante ainda que os troféus, são os 2 nascimentos entre a familia bávara e ainda o anuncio de mais 2 para o ano de 2008.
2007 foi ano de meninas. Daniela e Beatriz encheram os corações bávaros de alegria e prometem fazer aumentar o apoio nas bancadas durante os próximos anos.

E se a claque já foi aumentada, os bávaros contam em 2008 voltar-se para o enriquecimento do plantel, desde logo com a adição de André e quem sabe ainda com o futuro rebento de Arnaldo e Sandra, do qual ainda não se conhece o sexo.


...e dinheirinho no bolso

A nível contabilistico, é a primeira vez em 3 anos de existência que o clube fecha o ano com saldo positivo. Também aqui os bávaros foram campeões... da boa gestão.
O clube fecha as contas com um saldo de 70 euros, dinheiro que poderá ser utilizado em 2008 na compra de bolas, equipamentos, ou até quem sabe... fraldas.
2008 promete ser mais um ano de sucessos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Boas Festas!!!

O blog do Bayern Monchique deseja a todos os seus leitores e simpatizantes um Feliz Natal e uma excelente entrada no ano novo.
Agora olhem para a foto e formulem um desejo :)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Bacalhau dá azia

As "férias" ainda não chegaram e o "fiel amigo" ainda nem está de molho mas o cheiro a bacalhau já anda no ar.
O mesmo é dizer que já não falta muito para o Natal.
Este ano ao contrário do habitual não há "Boxing Day", ou seja os bávaros não irão realizar qualquer jogo no periodo festivo pré e pós Natal. O próximo jogo (treino se preferirem) dos bávaros será só mesmo em 2008 mas antes do Bacalhauzinho cozido com batatas, os bávaros despediram-se de 2007 num mini torneio quadrangular correspondendo a um honroso convite da gerência do My Indoor.
Torneio não será o termo certo visto que nem havia árbitros nem troféus mas o factor competitivo estava lá...
O sorteio ditou Bayern Monchique vs. Vasku's & ARSQS vs. My Indoor.
Os resultados não eram o mais importante mas fica aqui o registo. Os bávaros perderam 4-3 num jogo que deu alguma azia entre os homens de Monchique, prova de que nem a feijões os tigres bávaros gostam de perder.
No outro jogo um empate a 3 bolas e o desempate nas grandes penalidades a dar passagem á final aos homens da casa.

Na final os homens do Indoor voltaram a vencer a "Equipa do Vasco" e na atribuição do 3º lugar que é o que mais nos interessa, o Bayern esteve a ganhar por 1-0 (golo de Cadu) durante grande parte do jogo mas na segunda parte fraquejou e sofreu 3 golos. Depois ainda conseguiu reduzir por Tony mas apesar de ter jogado bem acabou por voltar a perder pela margem minima.
A despedida de 2007 não foi a mais desejada mas acabou por ser o final possivel de um ano muito desgastante mas também recheado de titulos.
Nos bávaros apareceram Sá, Nuno, Tony, Mingues, Canhão, Filipe e Cadu, sendo que este ultimo foi o que mais se destacou no conjunto dos dois jogos.

Pró ano há mais!!!!!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

É um pilas!!!

É oficial a partir de hoje: - O primeiro filho de Nuno "El Gran Capitán" e "pulguinha" Isabel é um menino. A ecografia realizada hoje foi conclusiva e deixava ver um "apendice" bastante pronunciado na zona genital do feto.
"Capi Junior" conforme é provisoriamente conhecido (não confundir com Fábio Junior, embora se preveja que venha a ser um engatatão como o actor/cantor brasileiro) é um motivo de grande orgulho para os futuros pais e representa uma grande esperança para a carreira futebolistica do pai, uma vez que com os enormes avanços da medicina, Nuno já estará a pensar na clonagem de uns joelhos para si a partir das celulas estaminais do filho.
É um caso a seguir com muito interesse nas próximas semanas embora o nascimento só esteja previsto para finais de Abril.
Para já os pais estão sem duvida de parabéns!!!!!!!!!


* Na foto (cortesia de Tino Ferrari) podemos ver o feliz casal com a "sobrinha" Daniela ao colo

sábado, 1 de dezembro de 2007

Conheça melhor o Timoneiro da ARSQS

Pela primeira vez neste espaço abrimos um parentesis para falar de "algo" ou alguém que não é propriamente Bayern Monchique mas cujos caminhos recentes tem sido traçados em paralelo com a equipa bávara.
Apresento-vos Carlos Rego, 29 anos, treinador, jogador e mentor de uma equipa de amigos, em muitos aspectos semelhantes ao Bayern, mais organizada e "profissional" que muitas que por aí andam e que dá por nome de ARSQS.

Olá Carlos, a primeira pergunta é um pouco óbvia. Estás satisfeito com o 2º e 3º lugar nos torneios que agora acabaram?
Antes de mais obrigado pela entrevista.
Quanto à pergunta, estou satisfeitíssimo.
Se formos a verificar o conjunto dos dois torneios só temos duas derrotas e ambas contra uma equipa chamada “Bayern Monchique” [risos].
No Torneio MyIndoor empatamos em pontos com o Valbom United (3º classificado), mas ganhamos em goal-average. No torneio em tua homenagem, empatamos em pontos com os Farmácia (2º classificado), mas perdemos em goal-average.
Mas de todos os troféus que recebemos e foram cinco até ao momento, o que me deu mais prazer foi a Taça de Fair-Play no torneio em tua homenagem. Aliás, tu estiveste presente na entrega dos troféus e foi o único troféu, até hoje, que pedi ao Deco (capitão da ARSQS) para eu substitui-lo na recepção deste. Se bem te lembras, e vou cometer uma inconfidência, numa das vezes que falamos no Messenger, eu tinha-te dito que podíamos não ganhar o Torneio, mas a taça de disciplina era nossa.
Eu tinha de honrar o convite que nos fizeste para este torneio.
Portamo-nos lindamente e o Sr. Júlio ficou nosso fã e nós dele [risos].

Preferes jogar na relva sintética ou em taco (ou no caso do torneio homenagem em piso sintético)?
Se me perguntares como jogador, sem duvida que prefiro a relva sintética. Digamos que é o “habitat” natural dos jogadores da ARSQS. Afinal, nós jogamos habitualmente nesse piso.

Em qual dos pisos te parece que a ARSQS rende mais?
As melhores exibições e melhores resultados têm sido realizados em “taco”. Por exemplo, a ARSQS neste torneio em tua homenagem, não foi com o seu melhor 10, e quais foram os resultados? 3º lugar e disciplina.
Só para teres uma ideia, neste ultimo jogo contra os “Maritangus”, fomos com cinco jogadores, ou seja, sem suplentes e acabamos por fazer na minha opinião o nosso melhor jogo do torneio.
Jogaram dois jogadores que costumam ser GR (Higuita e Zé Gato) e joguei eu [risos]. Ganhamos 1-0.
Quanto ao MyIndoor, apresentamos quase sempre os melhores jogadores e ficamos em 2º lugar.
É caso para perguntar: E se utilizássemos a melhor equipa no Torneio de Homenagem?

Acreditas que a relação de amizade que se estabeleceu entre ARSQS e Bayern Monchique seria igualmente forte se os campeões fossem os ARSQS e não o Bayern?
Eu acredito que sim. As amizades não se constroem com resultados ou classificações. A amizade da ARSQS com os Bayern Monchique não existe porque o Carlos é amigo do Tony e/ou vice-versa. Existe porque senti e sinto uma enorme afinidade e admiração dos meus colegas da ARSQS pelo vosso grupo e espírito. Tal como disseste quando conheceste o nosso fórum, somos uma espécie de “almas gémeas”.

“Almas gémeas” é um termo bonito e sem duvida apropriado. Ainda no tema da amizade faço aquela velha pergunta do copo meio cheio ou meio vazio. A bola é o ponto de partida e arrasta e faz crescer a amizade ou a amizade é que faz com que o pessoal se reúna para ir jogar a bola. Como foi com a ARSQS?
Existem os dois lados da medalha. Existem jogadores que apareceram e aparecem na ARSQS através da amizade que têm por um ou mais jogadores já existentes. E existem jogadores que caíram de “pára-quedas” na ARSQS, através da vontade de jogar futebol. O caso mais curioso e engraçado que temos é o do Guimarães. Nós jogávamos anteriormente no Power Soccer (em Francos) e o Guimarães pediu ao responsável dos campos para lhe arranjar um grupo de amigos “calminhos” que jogassem futebol regularmente. O responsável aconselhou-o a jogar connosco. Até hoje, ele joga connosco às quartas-feiras. Foi ele o responsável pela criação do nosso fórum. A ARSQS é um meio para os velhos amigos se encontrarem com regularidade. Se eu marcasse um jantar todas as semanas, nem metade dos jogadores aparecia.

Que jogador(es) do Bayern gostarias de ver na tua equipa?
De forma fria e improvisada, devo dizer que gostaria de ver na ARSQS, três dos vossos jogadores.
Gostaria de ver o Pedro Sousa, porque deu um festival de futebol no nosso ultimo confronto no MyIndoor.
Gostaria de ver o Norberto, porque é para mim o vosso melhor jogador.
Gostaria de te ver a ti [boca pró barulho!], mas como “Mister”.

Que jogador(es) da tua equipa se enquadraria(m) bem no perfil do Bayern?
Tal como está previsto nesta entrevista, não vou fugir às respostas que me podem colocar em situações mais constrangedoras. Devo até dizer-te que já pensei nessa hipótese e não a ponho de lado se um dia fizermos essa experiência.
Sendo assim, vou escolher um quinteto.
Sabendo que o vosso GR tem muito talento, levaria o Zé Gato como GR (o Higuita que me perdoe) porque está numa forma fantástica.
Levaria o Marcelo, porque é para mim, o melhor defesa do torneio MyIndoor.
Levaria o Deco, porque é o jogador com o melhor espírito de grupo que tenho na ARSQS.
Levaria o Luís, porque é um jogador talentoso e que deixa tudo em campo.
Por fim, levaria o Didier, porque é um jovem talentoso e que ao mesmo tempo é muito humilde.
Tudo isto é importantíssimo numa equipa que eu construa.


Afinal o que é que se passou com o Dani no jogo com o Bayern? Ele entrou de inicio mas depois desapareceu literalmente…
Esse é um caso que procurei fugir porque não queria criar atritos entre mim e o Dani e entre o Dani e os colegas.
O Dani saiu de campo por discordância comigo e talvez por ter sentido alguma falta de apoio nas suas ideias, quer por mim e quer pelos colegas.
Nunca condenei e nunca condeno uma crítica ou discordância
Condeno sim, que num torneio o jogador saia sem dar conhecimento. Ainda para mais num jogo importante como era esse.
Quem me conhece sabe que eu não “incendeio” essas situações. Procuro que esses “fogos” se apaguem com o tempo.
Para mim está resolvido, mesmo não tendo conversado com o Dani.

Mas qual era a discordância? O Dani queria atacar mais? Partir para cima do adversário?
O Dani é um jogador de enorme talento ofensivo. E como tal vê o jogo de futebol como um jogo virado para o ataque. O chamado futebol espectáculo. Eu também sou adepto desse tipo de futebol, mas o problema é que esse tipo de jogo é mais para o futebol de 11. No caso do futebol de 5, o campo é menor e tal como podemos marcar um golo do meio campo, também podemos sofrer de igual modo.
O Dani queria ficar no ataque, mesmo que os 4 jogadores do Bayern subissem. Até deu o exemplo de um canto, em que se nós tivéssemos um jogador plantado no meio contrário poderíamos ter a felicidade de roubar a bola e partir para o contra-ataque desse modo.
Eu não pude concordar! Estávamos empatados 0-0 e o jogo estava equilibrado. E primeiro é necessário ter a certeza que recuperamos a bola e só depois é que devemos "plantar" um jogador no ataque. Eu costumo ouvir os jogadores, mas não posso concordar com tudo.

Elege o melhor jogador da tua equipa no “torneio António Silva”.
É a pergunta mais difícil que fizeste até ao momento. Não porque tenha receio de individualizar, mas sim porque não vejo ninguém a destacar-se. Mas há um jogador que joga praticamente os jogos por inteiro na minha equipa e esse jogador é o Deco. Ele é o melhor jogador em termos de regularidade exibicional. Mas o Luís e o Camarinha estiveram muitíssimo bem neste torneio. O Higuita jogou mais à frente do que à baliza e penso que começarei a adapta-lo a essa função no futuro, se ele quiser, claro.

E já agora faz o mesmo em relação ao “Torneio My Indoor”.
O Marcelo! É um jogador fundamental na equipa. Solidifica a defesa da ARSQS e dá segurança aos colegas para “inventarem” no ataque.

Consegues eleger um “cinco ideal” em cada um dos torneios?

Se me perguntas acerca da ARSQS, aqui fica:
MyIndoor:
- Zé Gato ou Higuita (escolha difícil)
- Marcelo
- Deco
- Luís
- Didier

Torneio Homenagem:
- Camarinha
- Mário
- Deco
- Sérgio
- Luís

Se me perguntas em relação a todas as equipas participantes, tenho alguma dificuldade, mas aqui vai:
MyIndoor:
- Nelson (Valbom)
- Marcelo (ARSQS)
- Pedro Sousa (Bayern)
- Deco (ARSQS)
- Nº 9 (Underworld)

Torneio Homenagem:
- Sá (Bayern)
- Pedro Sousa (Bayern)
- Edu (Nº 7 da Farmácia)
- Deco (ARSQS)
- Rogério (Nº 8 dos Laranjinhas]

Dos jogos que vi não pude deixar de reparar em dois jogadores que me pareceram interessantes: - Bruno Silva e especialmente o Sérgio. Porque não apareceram mais vezes?
Bruno Silva?!?!? O Bruno Silva é o adjunto [risos]. Essa camisola é utilizada para emprestar a jogadores novos que não têm equipamento. Não sei de quem estás a falar ao certo. Não sei se te referes ao Freitas ou ao Gilson.
O Freitas tem tido algumas lesões ou então trabalha ao sábado. É um jogador com talento, mas que se entusiasma demasiado com a bola nos pés. Mesmo assim, não deixo de gostar do futebol que ele pratica.
O Gilson é um brasileiro. Nota-se que tem uma técnica “especial”. É um jogador que consegue fintar sem sair do sítio [risos], ou seja, é um jogador com muito pouca velocidade e resistência, mas não é fácil roubar-lhe a bola. Para além da excelente visão de jogo e passe que possui.

Refiro-me a um alto e esguio, se não me engano com um piercing na sobrancelha…
Ah, então é mesmo o Freitas.
Quanto ao Sérgio, posso dizer-te que é um excelente jogador. Segura muito bem a bola, o que dificulta ao adversário retirar-lhe a bola. Para além disso é um jogador muito tranquilo e agressivo a jogar e isso agrada-me.
Esses jogadores não aparecem frequentemente por duas razões, ou porque jogam noutras equipas e vêm dar uma “perninha” pela ARSQS ou então porque simplesmente não está previsto que sejam convocados regularmente.

ARSQS! Não te parece uma designação estranha e até difícil de pronunciar?
Sim, é difícil, mas não deixa de ser original.
É um nome que chama à atenção.
Mas, de tudo o que se possa dizer, o que acho mais engraçado é que provoca nas pessoas.....curiosidade.
Curiosidade de saber o que representa cada letra.
Após saberem o significado, acaba por despertar várias reacções (risos, indiferença, etc.,…)

Quando nasceu a ARSQS?
A ARSQS nasceu em 2004. Mas só começou a chamar-se assim em 2006.
Para não escrever um texto enorme aqui. Peço a quem estiver interessado que vá ao seguinte endereço:
http://arsqs.forumvila.com/arsqs-about34.html
Aí poderão ler quase toda a história da ARSQS.

Quando em 2004 já agora?
O Bayern como grupo de amigos que joga a bola já tem mais de uma década mas a primeira vez que foi designado oficialmente de “Bayern Monchique” foi numa crónica de um jogo que o Arnaldo fez em 4 de Novembro de 2004, curiosamente num jogo contra a minha empresa. Como tal assinalamos essa data como o aniversário do Bayern.
Sinceramente não assinalei essa data. Sei que foi mais ou menos quando mudamos do Power Soccer para o MyIndoor.
Sei que foi em 2006. Agora a data ao certo, não sei.
Posso assinalar a data da criação do fórum (9 de Novembro de 2006)

Porquê uma doninha no emblema. Há algum malcheiroso na equipa ou é só para incomodar os adversários?
Para te ser sincero, nem sei de quem foi a ideia. Se do Camarinha ou do Guimarães.
Devo dizer-te que nunca percebi o significado. Faço “mea culpa” por nunca ter procurado saber.
Espero que o responsável por essa criação, venha ao vosso blog explicar isso nos comentários a esta entrevista.
Neste momento temos um novo emblema. Poderão vê-lo no nosso fórum.

A rivalidade com o Valbom United tem sido um poço de picardias. Que opinião tens desta equipa?
A diferença entre os Bayern Monchique e o Valbom United é a humildade.
No primeiro jogo que fizemos contra eles, devo dizer que foi dos piores jogos que fizemos e nos quais tivemos muitas ausências de vulto. Isto porque, o jogo se disputava em Julho (época de férias) e tínhamos de gerir os recursos de duas equipas (A e B).
Eles ganharam com toda a justiça e nunca pus isso em causa. O problema foi não saberem ganhar. Nós ganhamos 5-0 aos UnderWorld esta época e ninguém nos viu a escrever que “o jogo foi suadinho, mas por causa do calor”. Admito que tenha sido uma brincadeira, mas caiu muito mal no seio da ARSQS. Eu sei que eles vão ler esta entrevista e aquilo que mais quero que fique bem frisado é que a ARSQS procura o Fair-Play com as outras equipas, mas não é só dentro de campo, é também fora de campo. E se no primeiro jogo eu não reagi às “provocações”, no segundo não consegui resistir ao simples facto de nem conseguirem escrever em condições o nome do adversário.
Espero que estas “picardias” como tu chamas, acabem.
Pode ser bom para quem está de fora, mas acredita que não é bom para quem está incluído. Não é o meu estilo. Se no futuro, as “provocações” se mantiverem, só tenho um remédio... ignorar.

Futebolisticamente achas que são melhores que a ARSQS?
Mentiria se dissesse que sim.
Nos dois jogos que efectuamos com eles e nos jogos que os vi a jogar com outras equipas só destaco dois jogadores que me parecem muito interessantes, o Nelson, o qual considero ser o melhor Guarda Redes do torneio MyIndoor e o Hélder, que me parece destacar-se dos colegas.
Penso que a mais-valia que eles têm é mesmo o colectivo.
A ARSQS tem individualidades com muito talento, mas falta-lhe colectivo, falta-lhe treino.
De todas as equipas que ARSQS defrontou em todos os torneios só existem duas equipas que considero melhores que a melhor equipa da ARSQS, são vocês e os “Heroes del Silencio” (campeões nacionais do torneio AGIT/JCP). Ambas têm talento e colectivo. Mas o ser melhor não chega, é preciso regularidade e isso foi o segredo para o vosso sucesso este ano.

Na ARSQS tu que és o treinador não jogas mas pagas como os jogadores. Explica lá isso melhor.
Antes de mais devo dizer a quem não sabe que faço quatro jogos semanais pela ARSQS. Jogos entre amigos. E isso faz com que chegue aos torneios e o maior gozo que me dá é orientá-los. Eu não sou treinador, nem gosto dessa palavra para definir a função. Acaba por “maltratar” os verdadeiros treinadores. Eu sou um “Gestor de recursos humanos”. Vou gerindo o esforço físico e o posicionamento em campo de cada jogador. A nenhum deles dou lições de futebol. Ambos são muito mais talentosos que eu.
Para poder ter alguma “autoridade”, ou seja, para eu poder ter poder de decisão, tenho de estar nas mesmas condições que eles. Ou seja, devo arcar com os mesmos custos que eles. Não faria sentido eu chegar ao campo, mandar “postas de pescadas”, fazer o que quero e no fim dizer “Ora bem, são 5 euros a cada um. Eu não estou incluído”. Nem me sentiria bem com isso. Os torneios têm custos que considero elevados, e quantos mais pagarem, menos custa a cada um. Não quero ser diferente de ninguém.

Quais os teus planos para o futuro? Ouvimos falar na organização de um torneio…
Existem vários planos para o futuro, mas a grande dificuldade para concretiza-los é a escassez de recursos humanos e financeiros.
Não faz sentido começar algo se não houverem pessoas que sustentem esse plano.
Por exemplo, não faria sentido eu entrar em torneios se não tivesse alguém que me tirasse a preocupação da organização dos jogos semanais da ARSQS.
Felizmente, tenho alguns colegas que me ajudam imenso nessa função e permitem que eu leve os torneios com mais seriedade.
Uma das ideias que estamos a pensar pôr em prática é a eliminação dos jogos às quintas-feiras e substitui-las por treinos da ARSQS. Onde poderemos fazer treino especifico ou confronto amigáveis com outras equipas.
Não nos faltam jogadores e equipas para tal. O que me preocupa é ter de fazer com que alguns jogadores deixem de ter o seu jogo semanal. Porque nem todos jogam nos torneios.
Outra ideia é a criação de um torneio anual, aliás propus-te uma “sociedade” nessa organização. Mas para tal teríamos de ter tempo, disponibilidade e conhecimentos. Penso que para já é cedo, mas não ponho de parte essa ideia no futuro. Estes são sem dúvida planos para o futuro que procurarei concretizar.

Se esta entrevista for publicada no blog do Bayern, por certo haverão alguns jogadores bávaros que pensarão “então eu ando aqui há anos e nunca fui entrevistado e agora vem este gajo, que nunca sequer jogou por nós e fazem-lhe uma entrevista?!?!”. Que sentimentos é que esta situação te desperta?
Acho que é natural. Há lugar para todos. Achei uma óptima ideia de fazerem-te a entrevista e senti-me lisonjeado pelo convite de me fazerem a mim. Acho que poderias expandir essa ideia a outros responsáveis de outras equipas. Sugiro-te por exemplo o responsável do Valbom United. Acredita que é uma óptima publicidade ao vosso blog. É uma bela ideia para o nosso fórum. Sei que estarei a plagiar-vos, mas não devemos ter complexos de inferioridade quando se imita as coisas boas que os outros têm.

Entrevistas é algo que já fazemos há algum tempo. É o que dá ter um jornalista no nosso colectivo. É uma forma de cativar ainda mais quem lê e essencialmente de ficarmos a conhecer melhor os nossos jogadores, treinadores… e agora também os nossos adversários. Mas aviso já que é algo trabalhoso, como quase tudo que se faz no e para o blog. Achas que vais ter tempo para mais esta tarefa?
Há sempre tempo, o que não há é, por vezes, cabeça ou paciência para fazer esse tipo de coisas. Eu gostava de ter mais paciência e cabeça, mas a minha vida pessoal e profissional não permite que chegue a casa ao final de todos os dias com a mesma disposição. Neste momento jogo 4 jogos semanais (2ª, 4ª, 5ª e sábado), se não contar com a “perninha” que fui dando ao longo dos jogos do Torneio em tua homenagem e aos domingos fazia única e exclusivamente o papel de “Mister”. São muitos jogos e muito tempo ao serviço da ARSQS. Acabamos por não ter cabeça para outras coisas que são tanto ou mais importantes. Tu sabes bem o que isso é.

Para quem joga 4 vezes por semana seria de esperar que estivesses em melhor forma, mas dá a sensação que apresentas uns quilinhos a mais. Será que o "Papai Carlos" como já vi te chamarem está a ficar velho?
Nunca reparei nisso [risos]. Estou a brincar. Sim, é verdade, realmente estou gordo. Como diria o Marcelo: "não estás nada mal dentro do tipo... obeso" [risos]).
Infelizmente, as pernas e o ritmo já não são os mesmos. Para alem disso o cuidado com a alimentação não existe. Lembro-me que, em 2004, quando começamos a jogar ao domingo até era dos melhores em campo.
Não corria muito, mas corria bem mais do que agora. Mas o trabalho e o comodismo fizeram-me abdicar da forma física. Sou mais um jogador "intelectual" do que "físico". E isso nota-se na forma calma como jogo. Por vezes olho para a equipa da ARSQS e vejo que lhes falta essa calma.

Sim, diria que és um jogador de processos simples, que não inventa e como tal útil para estabilizar uma equipa.
Sim, um pouco como tu. Revejo-me!
Agora, não me lembro de me chamarem "Papai Carlos" (risos). Quem foi o cromo?

Cromos neste caso. Uns tais de Higuita, Luís e Deco durante uma overdose de açúcar. Já tinham metido muita coca-cola. Por certo não disseram por mal [risos].
Para terminar, parece que o “jantar anual” correu muito bem. Alguma coisa que mudarias ou que gostavas que se tivesse processado de outra forma?
Agora que o jantar já foi efectuado, vou-vos contar um segredo. O local do jantar só foi marcado no Domingo anterior. A minha vida pessoal não me permitiu que andasse a “vaguear” pelo distrito do Porto à procura de um restaurante que me oferecesse as condições necessárias para aquilo que idealizei. Necessitava de uma sala exclusiva para a ARSQS, condições para poder ter pessoas a tocar, condições para poder oferecer os troféus, boa qualidade na comida e bom preço. Devo dizer-te que esteve quase tudo perfeito. Sem dúvida que melhoraria as condições climatéricas da sala (risos), melhoraria a qualidade da comida, não foi a que esperava, isto porque tinha lá jantado no Domingo passado. Mas tirando isso, só tive pena de num universo de 110 jogadores que passaram pela ARSQS este ano termos tido 29 presenças no jantar. No ano passado éramos 24, o que mostra algum crescimento. Mas como dizia hoje ao meu colega Guimarães, só no próximo ano é que podemos ter a repercussão do jantar deste ano.
Mas na minha modesta opinião acho que o jantar correu muito bem e agradeço uma vez mais a tua presença, da Lucília e de todos os presentes.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Homenagens a António!

Terminou este sabado e dificilmente poderia ter acabado melhor. O torneio Homenagem a António Silva acabou com um registo 100% vitorioso dos bávaros. Algo inédito para os "Tigres de Monchique" que conquistaram aqui o seu terceiro titulo de campeão, mas apenas o primeiro em que não conheceram outro resultado que não a vitória. Para isso contribuiu também, embora em escala diminuta, a falta de comparência dos "DIMS" na ultima jornada.
Assim os bávaros apenas se deslocaram á Torrinha para receberem os troféus conquistados. Nuno, Tony, Arnaldo, Norberto e Pedro foram os atletas destacados para a cerimónia, sendo acompanhados de Isabel e Sandra, as duas "Sereias Negras" de serviço.
Tony teve a honra de levantar o troféu de campeão neste torneio em sua homenagem.
A Farmácia C. Branco conquistou o segundo lugar e a ARSQS ficou em terceiro, embora com os mesmos pontos que a equipa da Afurada.
Apesar de contar com menos um jogo Pedro conquistou o titulo de melhor marcador com 20 golos (média impressionante de 2,5 golos por jogo), quase o dobro do 2º classificado. Foi uma vitória sem espinhas!
O Bayern também conquistou o troféu para a melhor defesa com apenas 11 golos sofridos, sendo esta também uma vitória sem hipoteses, visto que a 2ª defesa menos batido foi a da ARSQS com 19 golos.
Na ausência de Sá, o bávaro com maior responsabilidade neste troféu, foi Arnaldo Martins quem lrecebeu o troféu "sui generis" das mãos de Julio.

Dos principais trofeus em disputa apenas um fugiu ao monopólio bávaro. Trata-se do troféu "Fair Play" que os bávaros já venceram duas vezes em seis participações e que desta vez ficou bem guardado nas mãos da ARSQS. A Associação Recreativa havia garantido um lugar no torneio a convite do homenageado. Uma espécie de "wild card" que Tony achou por bem dar a esta equipa que prima precisamente pelo fair play e que levou o prémio com justiça. O próprio Tony entregou o troféu a Carlos, o "frontman" da equipa.
À margem da cerimónia e com o final dos dois torneios que ocorreram em paralelo são agora divulgados os bávaros de honra de cada um deles. Uma distinção que visa premiar as boas actuações em cada uma das competições. Assim no torneio homenagem, Pedro é o bávaro de Ouro, seguido por Tony e Domingues.
No torneio indoor, Norberto é o favorito deste blog, seguido de Pedro e Correia.

A votação online ainda não chegou ao fim, mas a 16 horas do fecho da sondagem, os cibernautas elegem para já a dupla de arbitragem como a grande responsável pela conquista do titulo por parte dos bávaros. Com 55% dos votos (a chamada maioria absoluta), pelo menos para já, Tozé Ribeiro e Joaquim das Neves estão também de parabéns!



Jantar de Natal da ARSQS!

Mas já estamos em Novembro?!?!?

É verdade que não mas segundo a Direcção da ARSQS o jantar nem é propriamente de Natal mas mais um jantar (que se pretende seja) anual e a proximidade do Natal acaba por ser um pretexto para se fazer um convivio. Mas o convivio não é "inocente". O jantar serviu também para que fossem distribuidos entre os atletas alguns troféus e medalhas.


Tony e Lucilia foram os convidados de honra que representaram o Bayern. O cenário foi a "Churrasqueira Conde" em S. Mamede e a noite esteve fria, bastante fria no ultimo andar do restaurante. Felizmente entre a "Mista de Carnes" e o tinto de Reguengos a noite lá foi aquecendo e as horas passaram a correr.

Pauleta e João, dois dos muitos atletas que fazem parte da equipa animaram a noite com um momento musical a intercalar a entrega dos troféus, numa noite em que Deco levou mais prémios que o resto dos colegas juntos.

O momento alto da noite, pelo menos no que aos bávaros diz respeito, foi a entrega de um "Prémio Amizade" à equipa do Bayern, num gesto de grande significado e que faz estreitar as já sólidas relações de empatia entre os dois emblemas.

O gesto não podia deixar de ser retribuido e Tony entregou a Carlos uma camisola comemorativa da vitória bávara no torneio que findara. Carlos fez questão de a vestir logo ali e foi de facto um prazer ver o adversário a envergar a camisola bávara ;)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O banho dos campeões!

Para ti, António! Campeões!

Torneio Homenagem a António Silva (8ª jornada)
17 de Novembro de 2007, 9 horas

Bayern Monchique, 3
Comp. Seg. Tranquilidade, 0


Bayern M. - Sá; Tony [cap.], Nuno e Pedro (2); Canhão (1).
Jogaram ainda: Norberto, Pascoal, Brito, Rui e Arnaldo.
TR: Arnaldo Martins
Ao intervalo: 2-0

MVP: Pedro (7)

Notas: Sá, Tony, Nuno, Canhão, Norberto e Pascoal (7); Brito, Rui e Arnaldo (6)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Intimidação!


Capi, põe os olhos no "Invencível".
Em vésperas de um jogo dificilimo achas que ele se acagaçou e esperou pelo pior?!?!
Nada disso, ele fez foi este video e mandou para o seu adversário, o Bilhas.
Quando sabes que és melhor só tens é de fazer alarde disso, deitar os foguetes e no final apanhar as canas.
Um exemplo para todos! :)

Sorriso de campeão

A poucas horas de completar 100 jogos e festejar a conquista do troféu Homenagem António Silva, o número 11 bávaro assume de peito aberto

"Não tenho medo das famosas chicotadas de pilau"

- Então, my friend, vais ser campeão ou ainda tens dúvidas?
- Borrava a minha cara com merda se tal não acontecesse [risos]

- O Capitán não gosta de festas antecipadas…
- No desporto como na vida, o Capitán é um pessimista. Espera sempre o pior. Talvez a sua filosofia não esteja errada. Se acontecer um “azar”, o choque não será tão grande. Por outro lado, estando sempre à espera do pior, é provável que não se divirta muito entre um azar e outro.

- Porque que lhe querias dar 5.5 no último jogo?
- Essa situação foi empolada [risos]. Não disse que queria dar 5,5. Apenas referi e a propósito do Mingues que se houvesse décimas nas notas, haveria jogos em que ele teria 7,5 e os “outros” 7. Depois em tom de brincadeira disse que naquele jogo o Naldo manteria o 6 e o Nuno baixaria para 5,5.

- Arrependeste-te?
- A questão não pode ser colocada dessa forma. Não me arrependo de dizer aquilo que acho e que sinto. Por outro lado sei que se o Nuno “não dá mais” em determinados jogos é porque manifestamente não consegue. Sei muito bem o que é jogar com dores, sem querer estar a comparar as dores de uns com as de outros naturalmente, e cada um sabe da sua cruz. Mas tenho a perfeita noção do que é querer fazer uma coisa e o corpo não deixar.
Nessa perspectiva, assumo que há alturas em que eu, e outros, devíamos pensar duas vezes antes de dizer coisas que vão ferir um companheiro, não por serem mentiras ou por serem ditas com a intenção de magoar, mas porque vão mexer em feridas abertas.
Sei que uma palavra pode derrubar-te mais facilmente que um corte por trás. Quem foi aos jogos recentes à segunda pode encontrar aqui um paralelo com algumas das minhas declarações nesses jogos.

- No final do Torneio, a braçadeira regressa ao Capitán?
- De quem nunca devia ter saído, mas o Nuno tem destas coisas. Encaro isso como uma homenagem que me quis fazer, mas não era necessário. Cada um tem o seu papel dentro do clube e não será a braçadeira a mudar isso. Independentemente disso é sempre uma honra e motivo de orgulho capitanear a equipa. Sábado já será a 30ª vez.

- Este Torneio, por ser em tua homenagem, era mesmo especial para ti?
- É especial para todos mas em particular para mim até porque agora com o nome nas costas, o pessoal fica mesmo a saber de quem se trata.
Não sei bem o que dizer sobre isso. Várias vezes falamos sobre o facto do Júlio gostar muito de nós e em particular de mim. Falamos algumas vezes entre nós sobre a possibilidade de o Júlio fazer um torneio homenagem ao Bayern e então brincávamos com a hipótese ainda mais extrema de ser uma “homenagem a António Silva”. O certo é que isso aconteceu mesmo, estando o meu nome incluído na designação mais lata do torneio: - homenagem a “Toni – Baiern Monchique”.
Erros tipográficos à parte [risada] não tenho dúvidas que todos estamos de parabéns por esta homenagem, toda a equipa tem mérito e o torneio só tem o meu nome por ser, neste caso, a face visível do clube.

- Individualmente, admites que tem sido um dos torneios onde tens atingido um nível elevado?
- Essencialmente tenho sido muito regular, sem nunca ter atingido um nível muito alto. Mas mesmo isso só tem acontecido ao sábado porque ao domingo estou a ter uma participação miserável.
Estou a lutar para o “bávaro de prata” ou bronze mas noto que ainda estou fisicamente muito longe do que fui noutros tempos. Não sei se algum dia voltarei a esse nível, a idade não anda para trás, mas ainda me sinto útil à equipa.

- E parece que fazes 100 jogos… Que há a dizer sobre isto?
- Isso é muito bom! Muitas vezes se diz “hey já fiz tal coisa para aí 100 vezes” e normalmente é um exagero mas neste caso não. Está contabilizado e são mesmo 100. Num clube com apenas 3 anos de história é uma marca… histórica!

- Melhor e pior momento nesses 100 jogos. Consegues eleger?
- Não é fácil! Penso que um dos melhores momentos foi ganhar a Taça Fair Play na primeira vez que entramos num torneio do Júlio. Foi o nosso primeiro troféu e uma grande emoção.
Também houve um jogo contra o Charutas e que foi um teste importante pois era o primeiro jogo que tu faltavas por lesão. Ganhamos 2-1 com 2 golos meus e grande exibição.
Depois no outro lado da balança houve o 10º torneio do CAC, o segundo em que entramos lá. O primeiro tinha corrido espectacularmente bem mas o segundo foi muito mau, a vários níveis. Tu [Arnaldo] não estavas, tinhas acabado de te lesionar. Pessoalmente a motivação para jogar não era grande, mas isso até se ultrapassa quando se está lá dentro. O pior é que houve várias falhas a nível directivo e no meu caso particular senti que o Tozé nesse torneio não tinha confiança em mim e como tal acabei por jogar pouco.

- O Bayern é o teu “escape” ou a Playstation também ajuda?
- Para alguém, como eu, que sofre um grande desgaste psicológico no trabalho, o facto de haver um ou mais hobbys é um escape natural. Os dois acabam por ser importantes. O Bayern então é importantíssimo. Sei que gasto muitas horas a “pensar Bayern” e a minha esposa não gosta muito disso, mas é algo que me faz falta. É essencial para a minha sanidade mental!
A Playstation é algo a que eu reservo muito menos tempo mas também é algo que me entusiasma bastante, ainda mais agora que estou a participar num campeonato de Pró Evolution Soccer entre amigos. É muito à frente!
Mas nem só de bola vive o homem. Também adoro passar um domingo deitado no sofá com a minha sereia a ver uma boa série no DVD.

- Que percentagem atribuis de importância a cada uma delas na tua vida?
- Isso é difícil quantificar. Como diz o Mourinho o importante é a família e nesse aspecto sou feliz. Se esse capítulo da tua vida não estiver bem, tudo o resto perde peso e importância.

- Ainda sobre o Torneio, a organização merece-te algum reparo?
- A organização dos torneios do Júlio são sempre alvo de reparos mas o que é certo é que o torneio do My Indoor, com uma estrutura ainda maior que a do Júlio, acaba por cair em erros e situações ainda piores. De resto também já estamos habituados a esta organização e não é por aí que vamos deixar de participar. O maior reparo que faço é que equipas com problemas disciplinares não podem continuar a entrar, sob pena de se perderem as equipas de gente séria. Uma coisa que melhorava na organização seria a criação de um blog com notícias do torneio, mas isso já não é para a idade do Júlio.

- É muito provável que a equipa alcance, para além do título, o troféu de guarda-redes menos batido e melhor marcador da prova. O Sá e Pedro justificam os troféus?
- Sem querer entrar num discurso politicamente correcto, nunca podemos esquecer que este tipo de prémios são o culminar do trabalho de toda uma equipa, mas sim, claro que sim, os dois merecem a distinção.

- Olha, e a ideia de colocar o Arnaldo a orientar a equipa. Ele é melhor jogador que treinador ou, neste momento, nem sabes responder à pergunta?
- O Arnaldo é bom em tudo aquilo que estiver motivado para fazer. Neste caso porém a motivação dele e a própria vontade dos colegas é que ele jogue connosco lá dentro, por isso no próximo torneio voltamos a ter um problema chamado mister.

- Não achas que chegou a vez do Capitán também assumir a condição de técnico?
- O Capi não tem perfil para técnico. Já várias vezes o incentivei mas ele não quis. Não gosta daquilo. Quer é jogar! No fundo não gosta é da responsabilidade de ter de deixar alguém no banco.

- Já tens o champanhe no saco? Em caso afirmativo, de que marca é? O pessoal não quer do LIDL…
- O pessoal que se foda! Quem quiser melhor que compre! Agora a sério, não está no saco mas sim no frigorífico. Penso que é Raposeira e é doce. A ocasião merece.

- Também tens sido regular no que diz respeito à matéria de golos. Quase um por jogo… algum segredo ou algo que aconteceu com naturalidade?
- Sempre gostei de marcar golos embora não marque muitos por ter preocupações defensivas.

- Uma palavra para as Sereias. Agora, até tens mais uma em casa…
- As Sereias são um assunto delicado. Por um lado é bom tê-las a apoiar mas por outro lado preocupa-me tê-las ali sozinhas na bancada. Já não é a primeira vez que o calor do jogo passa as fronteiras do campo e “vai-se meter” com quem está na bancada. Já assistimos a isso no My Indoor por exemplo em que a nossa claque estava a trocar bitaites com a claque adversária.
A minha pequena sereia então é que não me agrada nada vê-la na bancada. É muito pequena e frágil para estar ali e acaba por me tirar a concentração do jogo.

- E as palhaçadas no balneário? Metem-te nojo ou achas que contribuem para uma certa mística do clube?
- Não, não me metem nojo, somente não me identifico com elas. Eu contribuo de outra forma para a mística.

- Mas há mesmo mística?
- Eu penso que sim mas… no fundo o que é a mística?
A mística é por exemplo acordar de manhã doentiamente cedo e ir ver os colegas a jogar, apesar de não estar convocado para esse jogo.

- Não gostas do equipamento vermelho? Como vias, um regresso às origens?
- Não sou grande fã! O vermelho é aquela cor “mete nojo” que se empregue em grandes quantidades dificilmente é suportável. O nosso vermelho até nem é dos piores mas é vermelho. Como equipamento alternativo era engraçado mas para jogar todas as semanas não vou muito à bola com isso. Também não gosto do material dos calções, além de que ficaria bem melhor se fosse todo em preto.
O nosso próximo equipamento tem de voltar a ser preto, com o amarelo a dar o toque de classe, ou então experimentar o amarelo com o preto a adornar.

- Tens medo do manuseamento do chicote?
- Tou a ver que vai começar a descambar. É agora que começa a parte “levezinha” da entrevista…
Não tenho medo das famosas chicotadas de pilau, simplesmente não me atraem [risos].

- Até quando pensas que vais jogar à bola?
- Não sei, não ponho limites. Há uns anitos atrás costumava pensar “que caralho, tou quase com 30 anos. Qualquer dia deixo de jogar a bola”. Agora tou quase com 32 e penso que qualquer dia tenho 35 anos. É uma inevitabilidade da vida. Não vale a pena pensar muito nisso. Hei de jogar enquanto tiver força e me sentir útil. Quando isso acabar continuarei pelo menos a jogar às segundas se ainda me der prazer.

- Eras capaz de fazer uma perninha pelo ARSQS? O Carlos parece que tem feito alguma pressão…
- Não teria problemas em fazê-lo mas acho que esse cenário está mais na tua cabeça que na dele. Às vezes é preciso mudar para recuperar alguns pequenos prazeres mas não é algo em que esteja a pensar, até porque não estou cansado do Bayern.

- Quem é o melhor jogador do Bayern?
- Aceito falar sobre isso porque no actual plantel há dois jogadores que se destacam, o Norberto e o Pedro. O Norberto é, provavelmente, o melhor jogador com quem já tivemos o prazer de jogar e ao Pedro falta-lhe a maturidade do irmão, mas também é mais novo, há de chegar lá.

- E o pior?
- É melhor não entrar por aí, até porque privilegio sempre os “homens” em detrimento dos “jogadores”.

- E o que mais admiras?
- Os que mais admiro tem mais a ver com a personalidade do que com a qualidade futebolística. São contas de outro rosário…

- O mais bem vestido?
- Não há ninguém que se destaque. Estou habituado a ver a malta de fato treino ou à vontade.

- O mais mal vestido?
- Idem aspas.

- Qual o maior “flop” da história do Bayern?
- Estamos num clima de celebração. É chato estar a abordar esse tema.

- E o melhor treinador?
- Considero que o Tozé foi o que mais nos ensinou e fez evoluir.

- O que estavas a fazer antes desta entrevista e o que vais fazer a seguir?
- Comecei a responder ontem. Interrompi para me deitar. Continuei hoje na hora do almoço enquanto estava no trabalho e estou agora a acabar às 20 horas. A seguir vou comer!

- Já retomaste a actividade sexual?
- Não, mas deve estar para breve.

- Pensas no Bayern quantas horas por dia? Aonde preferencialmente?
- É difícil quantificar mas se calhar não passo uma hora do dia sem pensar no Bayern. Sou gajo para abrir o blog 10 vezes por dia para ver se há novidades. O local é indiferente.

- Quantos comentários vai ter esta entrevista?
- Depende de quando sair a crónica do próximo jogo, mas é capaz de ter bastantes. Para aí uns 20.

- Quem faz o primeiro comentário?
- Provavelmente tu depois de a publicares e és capaz de fazer logo 2 ou 3 seguidos.

- Com quem gostas mais de falar ao telemóvel?
- És um palhaço!

- És um homem realizado?
- Sim, embora a realização pessoal seja um pouco como a felicidade que é feita de momentos. Agora estás bem, daqui por uma hora já te falta qualquer coisa, mas a partir do momento em que tens a tua casa, a tua vida organizada, uma família que amas e uns amigos como eu tenho, já não te falta assim muito.

DESTAQUES

“Sei que uma palavra pode derrubar-te mais facilmente que um corte por trás”

“Toda a equipa tem mérito e o torneio só tem o meu nome por ser, neste caso, a face visível do clube”

“Estou a lutar para o bávaro de prata ou bronze”

“Um dos melhores momentos foi ganhar a Taça Fair Play na primeira vez que entramos num torneio do Júlio”

“Sei que gasto muitas horas a “pensar Bayern” (…) mas é algo essencial para a minha sanidade mental!”

“Mística é acordar de manhã doentiamente cedo e ir ver os colegas a jogar, apesar de não estar convocado”

“Próximo equipamento tem de voltar a ser preto, com o amarelo a dar o toque de classe”

“Hei de jogar enquanto tiver força e me sentir útil”

“Fazer uma perninha pelo ARSQS? Não teria problemas em fazê-lo (…) às vezes é preciso mudar para recuperar alguns pequenos prazeres, mas não é algo em que esteja a pensar”

“O Norberto é, provavelmente, o melhor jogador com quem já tivemos o prazer de jogar”

“Tozé foi o que mais nos ensinou e nos fez evoluir”

“Retomo brevemente a actividade sexual”


“O pessoal que se foda!”

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Campeão sofre

Jogo muito fraquinho dos bávaros a mostrar que não há campeões sem sofrimento

Superliga My Indoor 2007 (6ª jornada)
11 de Novembro 2007, 21 horas

Bayern Monchique, 3

Amigos da Bola, 2

Jogo no My Indoor das Guardeiras

Bayern M.Rui Sá; Norberto (1), Rui e Pedro (1); Domingues (1).

Jogaram ainda: Brito, Canhão e Tony [cap.].

Treinador: António Silva

Ao intervalo: 1-2

Marcha do marcador: 0-1; 1-1; 1-2; 3-2


O jogo foi mesmo fraco e a diferença de valores entre as equipas nem se fala. O início dos bávaros foi mesmo péssimo. O cansaço de alguns jogadores terá estado na origem de tão fraca produção mas no fim o campeão veio ao de cima, qual azeite a separar-se da água.

As fotos retratam a festa porque o que ficou para trás não interessa muito.

O filme dos golos ao minuto

0-1 6m Remate a entrar junto ao poste.

1-1 12m Norberto marca á segunda.

1-2 14m O adversário passa pelas costas de Pedro e marca.


2-2 22m Livre a penalizar 4 segundos com a bola na mão. Norberto encontra Domingues no meio da área.

3-2 28m Pedro recebe de Domingues, roda e marca.

Os homens do Bayern

MVP - Norberto (5)

Todos os outros também nota 5

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Comboiinho segue imparável

Torneio Homenagem a António Silva (7ª jornada)
10 de Novembro 2007, 9 horas


Bayern Monchique, 4

A.R.S.Q.S., 0

Jogo na Escola Francisco Torrinha

Árbitro: Joaquim Neves e Tózé Ribeiro

Bayern M. – Rui Sá; Tony [cap.] (1), Nuno e Pascoal; Domingues (1).

Jogaram ainda: Pedro (2) e Arnaldo.

Treinador: Arnaldo Martins

ARSQS – Bruno; Higuita, Deco [cap.] e Graz; Dani.

Jogaram ainda: Camarinha e Carlos

Treinador: Carlos Rêgo

Ao intervalo: 0-0


E já só faltam duas “estações” para o título

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá definir a forma como os bávaros encararam este jogo. A ARSQS era a única equipa que ainda poderia obstar á candidatura dos bávaros ao título e após um nulo ao intervalo, os comandados de Arnaldo Martins (que também jogou) souberam pressionar mais e retirar daí os dividendos pretendidos.


O jogo não teve grande história. A ARSQS apresentou-se com uma equipa modesta e não conseguiu oferecer grande réplica. Defendeu bem na primeira parte beneficiando da pouca pressão aplicada pelos bávaros neste período, mas na segunda acabou por ver o resultado escalar. É certo que Dani fez falta. O pivot entrou como titular mas depois desapareceu do jogo e até do banco, não se sabendo se por lesão ou outro motivo. O certo é que a equipa poderia ter sido efectivamente mais perigosa se ele estivesse em campo.

Os bávaros controlaram o andamento. Atacaram na primeira parte sem grande inspiração (destaque apenas para um remate á meia volta de Domingues e pouco mais), mas nunca aplicaram grande pressão nas recuperações de bola.

Na segunda parte já foi diferente. O Bayern subiu e acabou por marcar e vencer merecidamente, pese embora a diferença de 4 golos seja talvez demasiado pesada para a equipa contrária.

Cheira a titulo!!!

Os bávaros seguem assim num comboio a grande velocidade rumo ao título. Faltam ainda duas jornadas mas bastará um empate no próximo jogo para vencer o título.

Também a nível do melhor marcador a vitória não deverá escapar a Pedro Sousa que tem 18 golos e comanda a lista bem isolado. De referir que o jovem bávaro já conta 75 golos na sua carreira de tigre ao peito.

A melhor defesa também está bem encaminhada para ficar na mão de Rui Sá. A vantagem de 5 golos deverá ser garante suficiente para o sucesso.

O filme dos golos ao minuto

1-0 22m Lançamento lateral de Pedro para Domingues e novamente para Pedro que de pronto triangula com Domingues para o golo deste ultimo.

2-0 26m Tabela exemplar entre Pascoal e Pedro com o ultimo a marcar.

3-0 29m Pedro a marcar novamente a passe de Pascoal.

4-0 36m Corte de bola de Pascoal com a mesma a sobrar para Tony. Este correu desde o meio campo, perseguido por Graz, até rematar de pé esquerdo. A displicência do guardião ajudou a confirmar a regularidade goleadora do homenageado.


Os homens do Bayern

Pascoal (7)

A titularidade (pela primeira vez neste torneio) foi um prémio e um incentivo que o mister lhe quis dar, mas mal começou a partida, logo cedeu lugar a Pedro. Entrou pouco mais tarde para o lugar de Nuno para que a equipa forçasse um pouco mais a defensiva contrária. No entanto só na segunda parte é que os bávaros chegaram ao golo e com Pascoal a ser protagonista no(s) último(s) passe(s) para três golos.

Mais tarde já no balneário (o seu habitat natural) voltaria a ser protagonista, mas no manuseamento do chicote…

Sá, Tony, Domingues e Pedro (7)

Nuno e Arnaldo (6)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Artilheiro voltou a jogar e já vislumbra os 100 golos

“A maior vitória da minha carreira”

Número 7 pede tempo para voltar ao que era

11 meses após a lesão que o conduziu ao bloco operatório, Nokas voltou a defender as cores do Bayern. Um regresso especial numa altura em que o emblema bávaro completa 3 anos. Foram apenas dois minutinhos, na última vitória (4-3) sobre o Climair, mas deu para o carismático jogador voltar a sentir o sabor da competição. Nokas, sê bem-vindo.

Blog - Como é olhar para trás?

Nokas - Depende quem estiver atrás de mim [sorriso].

- Palhaço!

- Prefiro olhar para a frente. Os que me são mais próximos sabem o que senti. Mas é passado. Sinto que perdi muita coisa. Agora, não se trata de recuperar o tempo perdido, mas, sim, de voltar a recuperar a alegria de jogar e sentir-me importante, algo que só vai acontecer com o tempo.

- Estás a 100%?

- Não, nem podia estar. Clinicamente, estou apto. Fisicamente, é outra coisa. Por isso, peço alguma paciência e compreensão aos meus companheiros de equipa. Vou compensando com as célebres palmadas. Aí, não perdi o jeito!

- O Tony não gosta dessas brincadeiras…

- Como ele já disse, não tentem compreender o nosso amor. Ele não gosta de excessos, mas se for com jeitinho ele solta aquele sorriso maroto parecido com o do Figo.

- O que pensaste no sábado quando entraste em campo?

- Ó, queria marcar, mas o Pedro fodeu tudo quando fez o 4-3 [sorriso]. Naquela fase, não tencionava entrar, pois até estávamos empatados, mas o Tony insistiu e não resisti. Depois, fiz dois ou três passes de caca, como alguém disse, mas regressei com uma vitória.

- Mas foi especial…

- Claro, enquanto estava na recuperação pensava todos os dias nesse dia. Foram só dois minutos, mas naquele instante tinha acabado de alcançar a maior vitória da minha carreira. Voltar a jogar…

- Fdx, isto tá muito para a lágrima!

- Isso foi o António, no dia em que a filha nasceu. Momento grandioso…

- Os amigos foram importantes…

- A família foi fundamental e os amigos importantes. É um cliché, mas senti na pele que é assim que funciona. Dou graças a Deus pela família que tenho. Os verdadeiros amigos também ajudaram no que puderam e preocuparam-se sempre em saber o meu estado. Se fosse preciso, até me tiravam a pinguinha, mas aí tive enfermeiras à altura, a começar pela minha mulher [sorriso]. Outras pessoas também foram fundamentais, às quais estou eternamente grato.

“Quero um troféu em condições!”

- Parece que estás próximo da marca dos 100 golos. É um objectivo atingir essa meta rapidamente?

- Rapidamente, não, mas é um objectivo, até porque quero um troféu em condições. Não quero nada daquilo que deram ao Mingues, quando completou 100 jogos. [sorriso]. Quase que nem dava para ler a placa. [sorriso].

- Vais continuar a conciliar os "cargos" de treinador-jogador?

- Sei lá, essa situação ainda nem foi discutida, nem me preocupa muito. O lógico será continuar assim até ao final do Torneio Homenagem António Silva. Depois, logo se vê. Espero que seja o novo treinador campeão! Senão borro a minha cara com… ficamos por aqui.

- Já levas nove vitorias seguidas como treinador e um score impressionante de 43 marcados e 21 sofridos. Achas que és melhor treinador que jogador?

- Não! De todo. A máquina já está tão Bem montada que qualquer um que assumisse o comando podia alcançar esses números. O grande mérito é de quem joga. O pastor Coutinho teria os mesmos resultados que eu.

- Vais tentar emagrecer?

- O meu personal-trainer, o Mingues, está atento a essa situação. Tenho de perder cinco quilos para voltar ao meu peso ideal, se bem que na foto do artigo anterior, em que estou com o Nuno, até pareço mais magro. Ou será que é o Capitán que está mais forte outra vez? [sorriso]. Vem aí o Natal, e não será fácil, mas já andei a beber beringela e acho que vou optar novamente por esse caminho.

- Falemos das novidades. Que achas do Hi5? O objectivo é publicitar a equipa ou arranjar engates?

- Indiscutivelmente, arranjar engates. Só lamento não terem inventado esta história quando estava na puberdade. Os miúdos de hoje são uns privilegiados. O Pedro Sousa parece que se dá bem com o Hi5 [risos]

- E o contador? Em 3 dias mais de 200 visitas...

- Foi a melhor inovação. Esse foi o meu voto na sondagem. Ao longo destes três anos, temos cativado a simpatia e admiração de muita gente, inclusive, de adversários e isso é mais uma grande vitória do espírito e mística d a palmada que reina no nosso meio.

- Vais usar o "Flash Noticias" para divulgar os convocados?

- Sim. É giro. Penso que devemos rentabilizar ao máximo o "Flash Notícias". É mais uma forma de levar os nossos admiradores a picarem mais vezes o blog. Nem que seja só do género «Nokas procura umas caneleiras novas, pois está cheio de levar tanga do Mingues».

Mais a sério além da convocatória podemos também indicar logo qual o equipamento que se deve levar para cada jogo.

- Tás convocado para sábado?

- Vou fazer um teste na sexta-feira e depois decido.

- E por falar no equipamento, agora já com uma certa distância daquele período de entusiasmo, gostas do equipamento?

- Não, fica aquém das minhas expectativas. Algo não bate certo. Não sei bem quê ou porquê. Mas também posso dizer que senti isso logo no dia em que fomos buscá-lo e não tivemos desconto.


DESTAQUES

“Quero voltar a recuperar a alegria de jogar e sentir-me importante, algo que só vai acontecer com o tempo”

“Vou compensando com as célebres palmadas. Aí, não perdi o jeito!”

“Fiz dois ou três passes de caca, como alguém disse, mas regressei com uma vitória”

“Dou graças a Deus pela família que tenho. Os verdadeiros amigos também ajudaram no que puderam”

“Não quero nada daquilo que deram ao Mingues, quando completou 100 jogos. [sorriso]. Quase que nem dava para ler a placa. [sorriso]”

“Já andei a beber beringela e acho que vou optar novamente por esse caminho”

"O Hi5 serve para arranjar engates"

"Vou fazer um teste na sexta-feira e depois decido se jogo."

"O equipamento fica aquém das minhas expectativas"

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nobre Berto na vitória

Torneio Homenagem a António Silva (6ª jornada)

3 de Novembro 2007, 9 horas

Bayern Monchique, 4

Climair, 3

Jogo na Escola Francisco Torrinha

Árbitro: Joaquim Neves e Tózé Ribeiro

Bayern M. – Rui Sá; Tony [cap.] (1), Nuno e Pedro (1); Domingues.

Jogaram ainda: Cadu, Canhão, Norberto (1) e Arnaldo.

TR: Arnaldo Martins

Ao intervalo: 0-1

Marcha do marcador: 0-1; 2-1; 2-2; 3-2; 3-3; 4-3


Depois de uma derrota desmoralizadora, nada melhor que uma grande vitória, preferencialmente com muitos golos. Nessa perspectiva a Climair (ex-Relopa) era o adversário ideal para os bávaros. No último torneio o Bayern havia ganho por 11-1 e não havia motivos para que semelhante goleada não se repetisse. Os bávaros porém cedo sofreram o primeiro golo, fazendo emergir fantasmas recentes. Foram necessários cerca de 20 minutos para que se voltasse a equilibrar o resultado e o papel de Norberto foi determinante, para isso e para a vitória final.


Logo nos primeiros minutos deu para perceber que o jogo não seria “favas contadas”. O golo madrugador da Climair lançou os bávaros numa espiral de ataque contra o castelo contrário mas as muralhas defensivas, muito bem erigidas, foram aguentando todos os ataques, desnorteando os bávaros que não pareciam ter argumentos para mais.

Na segunda parte Arnaldo lançou mão de Norberto e tudo mudou. Logo no primeiro minuto surgiu o empate e logo a seguir já o Bayern estava em vantagem. Daí até á vitória final ainda se verificaram alguns percalços mas os bávaros lá venceram, desta vez á rasquinha e apenas recorrendo ao trunfo que estava no banco e que nem estava inicialmente convocado.

No final ainda houve tempo para fazer entrar Arnaldo. O craque, de regresso aos jogos oficiais estava mais preocupado em garantir a vitória, mas lá acedeu a entrar a pedido dos colegas no banco. Foi o seu 75º jogo e muitos mais hão de vir.


O filme dos golos ao minuto

0-1 3m Bola bombeada para a frente. Domingues deixa fugir Jerónimo nas suas costas e este recebe e remata forte à saída de Rui Sá, com a bola a entrar junto à trave.

1-1 21m Jogada de envolvência dos bávaros. Tony entrega em Norberto na direita e este finta para a linha, onde centra para o segundo poste. Na ânsia de fazer o corte, o adversário acaba por desviar para a sua própria baliza.

2-1 22m Norberto conduz pelo meio e mete a bola a meia altura para Tony bem no meio da área. Este de costas para a baliza faz um desvio “de gancho” com a bola a bater no poste antes de entrar. Parecia que estava a tirar tainhas na Ribeira.

2-2 23m Pedro Gomes recebe no meio campo bávaro, roda e tenta progredir para a ala esquerda. Apesar da vigilância de Domingues consegue arranjar espaço para o remate com a bola a entrar no centro da baliza.

3-2 24m Norberto rouba uma bola na meia esquerda, avança para a baliza e atira para golo.

3-3 31m Bola bombeada para o meio campo bávaro. Norberto corta de cabeça mas perde o equilíbrio e fica fora da jogada. Jerónimo apanha a bola a pingar e volta a empatar a partida.

4-3 38m Novamente Norberto na jogada a meter em Domingues já dentro da área. Este com muita classe e um toque de calcanhar tira o adversário da frente e assiste Pedro no outro poste para o golo da vitória.


Os homens do Bayern

Rui Sá (5) Manhã pouco feliz para Rui Sá. Não teve muito trabalho mas acabou por sofrer três golos. E se no primeiro não podia fazer muito mais, nos outros já não ficou muito bem na fotografia.

Tony (7) Lutou muito, foi dos mais inconformados. Marcou um belo golo e esteve alguns furos acima dos colegas.

Nuno (6) Nenhum lance de relevo a destacar.

Pedro (6) Também não foi uma boa manhã para Pedro. Tentou empurrar a equipa para a frente mas esbarrou quase sempre na muralha defensiva. Na realidade nada ou quase nada saiu bem a Pedro, excepto o golo da vitória.

Domingues (6) Outra exibição nada habitual. Esteve nos dois primeiros golos dos adversários mas foi como se não estivesse. Redimiu-se no fim com a jogada de classe que deu o golo da vitória a Pedro.

Cadu (6) Não se viu muito em campo.

Canhão (6) Á semelhança de Nuno e Cadu foi um jogo em que não fez mal, nem bem, antes pelo contrário...

Norberto (7) Se não tem entrado não sabemos como seria. Revolucionou o ataque bávaro e fez abrir a barreira defensiva da Climair. Jogou e fez jogar. Esteve em todos os golos bávaros e apesar da falha no terceiro golo da Climair, foi sem duvida alguma o melhor elemento em campo.

Arnaldo (-) Saúda-se o regresso do craque. Apenas dois minutos em campo e 4 ou 5 passes a dar a ideia que está apto.


Quem te pisa teu amigo é?!?!

Entretanto há uma nota negativa cuja proveniência é o próprio balneário bávaro. O caso criou algum burburinho e mal-estar entre os. Ao que parece houve um atleta cujo nome não foi revelado, mas que consta ser um dos históricos do clube que usou a camisola como… tapete. Ou seja colocou a mesma no chão para a pisar após o banho. Não se sabe se por distracção ou com o propósito de fazer passar alguma mensagem, mas o facto não passou despercebido aos colegas.

Segundo as mesmas fontes anónimas, o jogador em questão já havia sido critico ao intervalo, trazendo á baila a frase “borro a minha cara com merda se não formos campeões”, celebrizada por Tony aquando do “Torneio Homenagem a Eduardo Coutinho” que os bávaros haveriam de perder em detrimento da AXA. O mesmo atleta havia referido que Tony não chegara a cumprir com o prometido aí e que o clima de euforia que provinha de declarações como essas apenas servia para dificultar o cumprimento do objectivo de ser campeão. Torna-se claro portanto que o “espezinhar” da camisola, que refira-se tinha o emblema virado para o chão, seria algo mais que uma simples distração.

Aguarda-se a qualquer momento uma reacção oficial ou até mesmo um comunicado da parte da direcção para esclarecer este caso.

Quão maltratado andas Bayern e logo no dia do teu aniversário…